Ensaio de proficiência é a avaliação do desempenho de um laboratório por comparação interlaboratorial: um provedor envia o mesmo item para vários laboratórios e compara os resultados. O indicador mais comum é o z-score: |z| até 2 é satisfatório, entre 2 e 3 é questionável, e 3 ou mais é insatisfatório e exige ação. No Brasil a política aplicável é a NIT-DICLA-026.
O ensaio de proficiência (EP) é uma das ferramentas mais poderosas para um laboratório provar — para si mesmo e para a Cgcre — que seus resultados são confiáveis.

O que é ensaio de proficiência
Ensaio de proficiência é a avaliação do desempenho de um laboratório por comparação interlaboratorial. Na prática, um provedor envia o mesmo item — uma amostra com valor conhecido ou determinado por consenso — para vários laboratórios, que realizam a análise e reportam seus resultados. O provedor então compara o desempenho de cada participante.
É como uma prova externa: o laboratório descobre, de forma objetiva, se está medindo certo em relação aos seus pares e a um valor de referência.
Como o desempenho é avaliado
O indicador mais comum é o escore z (z-score), que posiciona o seu resultado em relação ao valor designado e a um desvio-padrão de referência:
- |z| ≤ 2 — desempenho satisfatório
- 2 < |z| < 3 — sinal de alerta (questionável)
- |z| ≥ 3 — desempenho insatisfatório, exige ação
Por que a Cgcre exige
A participação em ensaios de proficiência é requisito da ISO/IEC 17025, no âmbito da garantia da validade dos resultados, e é regida no Brasil pela política da Cgcre — a NIT-DICLA-026, que estabelece os critérios de participação dos laboratórios acreditados e em processo de acreditação. O laboratório precisa demonstrar participação adequada ao seu escopo e tratar tecnicamente qualquer desempenho insatisfatório.
Um resultado insatisfatório em EP não é o fim do mundo — desde que vire investigação de causa e melhoria. Ignorá-lo, sim, é grave.
Como participar — passo a passo
- Mapeie o seu escopo e identifique para quais ensaios e faixas há necessidade de participação.
- Escolha um provedor adequado — preferencialmente acreditado na ISO/IEC 17043 — e um programa que cubra a sua matriz e analito.
- Planeje a frequência conforme a política aplicável e o ciclo de acreditação.
- Execute o ensaio como rotina: trate o item de EP exatamente como uma amostra normal, sem tratamento especial.
- Analise o resultado (z-score), registre e, em caso de alerta ou insatisfatório, abra investigação de causa e ação corretiva.
E quando não há programa disponível
Para alguns escopos não existe EP comercial. Nesses casos, a norma e a Cgcre admitem alternativas, como comparações interlaboratoriais organizadas pelo próprio laboratório, uso de materiais de referência e outras formas de garantia da validade — sempre com justificativa técnica.
Planejar a participação em ensaios de proficiência com antecedência evita um dos maiores gargalos da acreditação. A Baroni ajuda a estruturar esse planejamento e a interpretar os resultados.
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Revisado em agosto de 2026 por Dra. Alessandra Baroni, avaliadora líder e técnica da Cgcre/Inmetro.