Erros mais comuns na implantação da ISO/IEC 17025 em laboratórios

Os erros mais comuns na implantação da ISO/IEC 17025

A maioria dos atrasos na acreditação não vem da falta de competência técnica, e sim de erros de condução do projeto: documentação copiada de outro laboratório, tratar a norma como papelada, subestimar validação e incerteza, atrasar os ensaios de proficiência, rastreabilidade metrológica frágil, auditoria interna de fachada e confundir correção com ação corretiva.

A maioria dos atrasos na acreditação não vem da falta de competência técnica, e sim de erros de condução do projeto. Conheça os mais comuns — e como evitá-los.

Os sete erros mais comuns na implantação da ISO/IEC 17025 e a prática correta para cada um deles
Cada erro frequente na implantação da ISO/IEC 17025 e o que fazer no lugar.

1. Documentação copiada de outro laboratório

É o erro número um. Manuais e procedimentos emprestados descrevem uma realidade que não é a sua. Na avaliação, a Cgcre verifica se o que está escrito acontece de fato — e a divergência vira não conformidade. A documentação deve refletir o processo real do laboratório.

2. Tratar a norma como papelada

Implantar a ISO/IEC 17025 só para tirar o certificado gera um sistema que ninguém usa. Sem envolvimento da equipe e da direção, os registros não são gerados no dia a dia e o sistema desmorona na primeira supervisão.

3. Subestimar a validação de métodos e a incerteza

Muitos laboratórios deixam a parte técnica para o fim e descobrem tarde que faltam validações, dados de desempenho do método e estimativas de incerteza. Essas atividades levam tempo e dependem de ensaios — começar cedo é essencial.

4. Esquecer ou atrasar os ensaios de proficiência

A participação em ensaios de proficiência é requisito e precisa de planejamento: nem sempre há programa disponível na data desejada, e os resultados demoram a sair. Deixar para a última hora pode travar todo o cronograma de acreditação.

Quase toda não conformidade grave tem a mesma origem: algo foi escrito, mas não foi feito — ou foi feito, mas não foi registrado.

5. Rastreabilidade metrológica frágil

Equipamentos sem calibração adequada, certificados sem rastreabilidade ao SI ou sem avaliação de adequação ao uso comprometem todos os resultados. A gestão de calibração precisa ser planejada, não improvisada.

6. Auditoria interna e análise crítica de fachada

Auditorias internas que não encontram nada e análises críticas pela direção que não acontecem são sinais de alerta. Esses mecanismos existem para o laboratório encontrar e corrigir problemas antes da Cgcre.

7. Subestimar o tratamento de não conformidades

Após a avaliação, muitas equipes confundem correção (apagar o problema imediato) com ação corretiva (eliminar a causa). Sem análise de causa consistente, as não conformidades voltam — e a concessão atrasa.

Como evitar todos eles

Comece por um diagnóstico honesto, construa a documentação a partir da sua realidade, envolva a equipe, planeje cedo as validações, incertezas e ensaios de proficiência, e trate causa — não sintoma. É exatamente esse método que reduz o tempo até a acreditação.

A Baroni já viu e resolveu cada um desses erros. Conte com um acompanhamento que antecipa problemas em vez de remediá-los.

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Revisado em agosto de 2026 por Dra. Alessandra Baroni, avaliadora líder e técnica da Cgcre/Inmetro.

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